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quarta-feira, 13 de julho de 2011
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05 de julho de 2011
Fusão do Carrefour com Pão de Açúcar não atende interesse público, diz presidente do DEM
Nenhum dos argumentos utilizados pelo governo federal para justificar a fusão Pão de Açúcar e Carrefour pode ser sustentado. A criação de uma grande empresa nacional e consequentemente de novos postos de trabalho, por exemplo, não ocorrerá com a fusão entre os dois grupos varejistas. “Pelo contrário. Em toda fusão pressupõe economia e a economia começa pela diminuição de postos de trabalho”, esclareceu o senador José Agripino (RN).
Outra alegação é que a fusão ajudaria a colocar produtos brasileiros no mercado internacional, afinal o Carrefour é uma rede francesa. A verdade é que o Carrefour já tem toda liberdade de tentar vender os produtos brasileiros fora do país. Mas não o faz. A França é um dos países mais protecionistas do mundo. “É uma falácia falar em uma grande empresa brasileira. A fusão enseja o domínio do capital por uma empresa francesa e não brasileira”, frisou Agripino.
Para justificar o apoio à associação entre os dois grupos, o governo afirma ainda que a transação aliviaria o bolso do consumidor brasileiro, mas não é verdade. A concentração de mercado ficaria próxima a 32% em todo Brasil e chegaria a 70% em São Paulo. Menos competição é sinal de aumento de preços – regra básica do capitalismo. “Onde está o interesse nacional? Não há. E o nosso dever é denunciar, abrir uma CPI e evitar que isso aconteça”.
Quanto ao argumento de que não há dinheiro público envolvido na junção do Pão de Açúcar e Carrefour, Agripino lembra que Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) – que deve injetar R$ 4.5 bilhões no projeto – se financia com recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT). “O futuro do país depende da economia e a contribuição deveria ser o encaminhamento do argumento claro e coerente do governo e da oposição”.
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